07/04/15

III EMDS estimula intercâmbio de experiência de economia solidária

Promover a troca de informações e intensificar o intercâmbio de boas práticas de economia solidária. Estes são os objetivos da Reunião da Rede de Gestores de Políticas Públicas de Economia Solidária realizada hoje (7), em Brasília (DF). O encontro reuniu gestores municipais e estaduais de todas as regiões do país, além de representantes da esfera federal. A proposta foi fortalecer as políticas públicas do setor que busca promover o protagonismo dos trabalhadores.

De acordo com o coordenador da Fundação Unitrabalho, Reynaldo Sorbille, participaram das discussões cerca de 100 gestores de 20 estados. O evento é parte da programação do III Encontro dos Municípios com Desenvolvimento Solidário (EMDS), que acontece na capital federal até a próxima quinta-feira (9). “Nossa ideia é estimular a troca de experiências tanto para fortalecer as políticas públicas quanto os gestores que estão executando na ponta essa política”, diz.

Criada em 2003, a rede é um espaço para intercâmbio, formação e formulação de políticas públicas de economia solidária, promovendo uma relação entre a política nacional e os instrumentos estaduais e municipais. “Existem muitos gestores e municípios que têm interesse em conhecer a economia solidária, como se faz política nessa área e a rede tem sido o instrumento de disseminação de experiências”, pontuou o diretor do Departamento de Estudos e Divulgação (DEAD) da Secretaria Nacional de Economia Solidária, Valmor Schiochet.

O diretor da DEAD também destacou que o principal desafio atual é construir políticas que possam organizar a população e dar maior autonomia para que estas tenham uma menor dependência de processos externos e a economia solidária é decisiva nesse processo.

“Hoje, as comunidades são impactados por ações econômicas, políticas ou sociais que são externas e com isso elas perdem o controle do processo de desenvolvimento. Nessa conjuntura em que ao longo de 10 anos tivemos políticas distributivas muito fortes, políticas de acesso à riqueza e ao consumo, mas que nos deparamos com a crise internacional impactando com o desenvolvimento brasileiro fica cada vez mais claro que cabe à população assumir esse protagonismo no desenvolvimento de suas ações. Economia solidária é fundamentalmente esse processo autônomo”, explicou.

As discussões sobre a temática ocorrem até o último dia do encontro, com debates sobre geração de trabalho e renda sustentáveis, desenvolvimento local, fianças solidárias, entre outros. Também está na pauta o II Encontro Brasil e França de Gestores de Políticas Públicas de Economia Solidária. O objetivo é aprofundar o intercâmbio das experiências entre os dois países.

“Nesse encontro estamos coroando a aproximação da rede e da Frente Nacional dos Prefeitos, o tema da economia ao debate do desenvolvimento sustentável e solidário”, completou Schiochet.

Editor: Rodrigo Eneas
Última modificação em Quarta, 08 de Abril de 2015, 07:43
Mais nesta categoria: